terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Esperança

Ao acordar a rosa não estava mais lá, fiquei indagada se havia sonhado ou não, olhei para o lado e lá estava o nosso retrato, não conseguia acreditar que Ricardo não estava mais ao meu lado, assim se passaram sete dias, os sete dias mais demorados para se passar, e logo depois dos sete dias se passaram um mês e assim por diante, até passar as primeiras datas festivas sem Ricardo, esse ano que passou foi o mais difícil de todos a serem passados, além de olhar para minha barriga e ver que ela estava crescendo cada dia mais, Ricardo pode ter ido mais deixou o fruto do nosso amor, me deixou a lembrança mais gostosa e saudável do mundo, o nosso filho Henrico.
Ele é a cara do seu pai, os mesmos traços, o mesmo sorriso, se estou até hoje com vida e esperança de um mundo melhor é graças a ele, que cada dia que passa me dá mas alegria, e quando ele me pergunta sobre seu pai, pego as fotos e lembranças e ficamos horas conversando sobre tudo que aconteceu entre nós dois, Henrico já tem dois aninhos é pequeno não entende muito do que eu digo, mais tenho a certeza que irá ser um grande homem, amigo, filho e marido como Ricardo foi para mim.
Quase toda semana vamos ao cemitério limpar e ver o tumulo de Ricardo, Henrico todo o tempo fica olhando para uma única direção e me diz '' Mamãe, olha o papai ali'', fecho os olhos e tento imaginar Ricardo como ele descreve para mim e tento imaginar que ele está por lá, Henrico abana as mão e grita pelo nome do pai, até que Ricardo some da vista dele, assim Henrico pega minha mão e me chama para ir embora, como sempre olho para o tumulo e deixo sempre uma lagrima escorrer pelo meu rosto, sempre me perguntava o porquê de ter acontecido isso comigo, mais hoje me pergunto o porquê de não ter acontecido comigo, e assim vou levando minha vida, pois tenha a esperança de que um dia ainda me encontrarei com Ricardo.