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Comemoramos a noite toda, parecíamos duas crianças, nunca havia me divertido tanto como naquela noite, dançamos, bebemos, cantamos, nos amamos a todo o momento, trocamos juras de amor, e fazíamos planos para o futuro, de quantos filhos íamos ter, de como seria nossa casa, tudo que um casal apaixonado no auge do amor pode planejar e pensar junto, naquele momento não eram dois e sim apenas um.
Ao sair da festa pegamos estrada para irmos embora, estávamos animados e conversávamos sem parar, até que Ricardo me olhou e me disse '' cada dia que passar ao seu lado será inesquecível'', não deu tempo de responder, o carro foi de encontro com um caminhão não deu tempo de gritar, nem de se despedir, batemos com tanta força que paramos do outro lado da estrada, não conseguia sair do carro, chama pelo Ricardo e ele não me respondia, estava apavorada, chorava sem parar, gritava mais ninguém me escutava, àquelas horas foram as mais aflitas que passei até hoje.
Quando os bombeiros chegaram, conseguiram me tirar, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser no Ricardo, ele estava atirado de baixo do carro, corri em sua direção, mais no meio do caminho meus pais que haviam chegado na cena da tragédia me segurava e me pedia calma, comecei a me debater e a gritar pelo seu nome, ele não me respondia, via aquelas sirenes e os bombeiros o retirando do carro, colocando na maca, assim corri em direção ao seu corpo, o abracei e chorei, implorava para que ele me respondesse, não conseguia ouvir sua respiração, não conseguia ouvir aquelas palavras que tanto almejava naquele momento, minha angustia se aumentava a todo momento,quando olhava para o aparelho cardíaco e via que nada estava acontecendo,os bombeiros me pedia calma, mais nada me fazia largar nem parar de gritar seu nome, esperando alguma resposta e nada do meu amor me responder.
Chegando ao hospital não permitiram a minha entrada, fiquei sentada com nossas famílias á espera de uma resposta.



